Projetos Integradores que traduzem a história do PPGCA:

 

- Rede de Mudanças Climáticas e Ambientais do Pará: uma perspectiva de estudos integrados. Edital 14/2009 PRONEX/FAPESPA/CNPQ (finalizado)

O objetivo deste projeto é construir uma rede integrada de pesquisas multidisciplinares e discussão permanente, que possa atuar em parceria (pesquisadores e instituições) no desenvolvimento acadêmico, científico e tecnológico da área temática de mudanças climáticas globais e regionais, incluindo impactos, vulnerabilidades, dimensões humanas e respostas econômicas e sociais.

 

- INCT/CNPQ/MPEG: Uso da Terra e Biodiversidade na Amazônia (finalizado)

Tem como objetivo principal o estudo da biodiversidade e de práticas de manejo sustentável na Amazônia paraense. Os estudos integram uma linha interdisciplinar ao envolver métodos de pesquisa da agronomia, biologia, ecologia e social. Um dos avanços do projeto é o fortalecimento dos cursos de pós-graduação da Amazônia, como o PPGCA e a formação da Escola da Biodiversidade, onde os participantes do projeto levam os resultados das pesquisas desenvolvidas pelo projeto às comunidades envolvidas.

 

- Rede Amazônia Sustentável (PELD-RAS)

Avaliando a resiliência da biodiversidade e do funcionamento ecológico das florestas antropizadas do leste da Amazônia. Coordenado pela docente Joice Ferreira, o projeto se dedica a investigar as consequências que os distúrbios antrópicos causam, em longo prazo, sobre a biodiversidade e funcionamento das florestas da região leste da Amazônia. Duas questões científicas fundamentais direcionam o foco das pesquisas no sítio PELD-RAS: 1) Quais são as consequências, em longo prazo, dos distúrbios florestais sobre a biodiversidade e processos ecossistêmicos chave? 2) Qual a extensão da recuperação dessas florestas ao longo de uma trajetória de distúrbios sucessivos e com efeitos sinérgicos entre fatores de degradação e oscilações climáticas (por ex. El Niño 2015-16)? Além de permitir avanços na compreensão dos impactos dos distúrbios antrópicos em sinergia com fatores climáticos, o PELD-RAS permitirá o monitoramento a longo prazo do potencial das florestas antropizadas em recuperar ou resistir aos distúrbios, em particular queimadas e exploração madeireira. Parceiros: Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Lancaster University, Reino Unido; Manchester Metropolitan University, Reino Unido; e Stockholm Environment Center, Suécia (SEI).

 

- Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA)

É um programa multidisciplinar que busca entender o funcionamento dos ecossistemas amazônicos em todas as suas vertentes e estudar o sistema amazônico como uma entidade regional no sistema Terra, assim como as causas e efeitos das mudanças em curso na região. A pesquisa no LBA é orientada pelo reconhecimento de que a Amazônia está sob rápida e intensa transformação, relacionada ao seu processo de desenvolvimento e ocupação. É gerenciado pelo MCTI e coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/INPA. Tem parcerias com cerca de 280 instituições nacionais e estrangeiras, realizadas por 1400 cientistas brasileiros e outros 900 pesquisadores de países amazônicos, de 8 nações europeias e de instituições americanas. 

Destacam-se os sub-projetos do LBA:

a) Cloud processes of the main precipitation systems in Brazil: a contribution to cloud resolving modeling and to the GPM (Global Precipitation Measurement)

Processos de Nuvens Associados aos principais Sistemas Precipitantes no Brasil: Uma contribuição a Modelagem da Escala de Nuvens e ao GPM (Medida Global de Precipitação) (http://chuvaproject.cptec.inpe.br/portal). O Projeto pretende criar e explorar essa base de dados para melhorar a estimativa de precipitação por satélites e validar e estudar as parametrizações da microfísica das nuvens.  As instituições coordenadoras do projeto são: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Agencia Espacial Brasileira (AEB), Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), e participam do projeto as seguintes instituições: UFPA, UEA, UEC, UFSM, UTFPR, INPA, SIPAM, INMET, FUNCEME, CLA/DCTA. 

b) AmazonianTall Tower Observatory- ATTO

Este projeto tem como objetivo geral ampliar a coletar e sistematizar medidas de longo prazo de trocas de gás carbônico, água e energia entre a atmosfera e os ecossistemas da Amazônia, formando uma rede de monitoramento ambiental, com a implantação de um super sitio experimental no estado do Amazonas, equipado com uma torre de 300 metros cuja área de cobertura abrangerá uma ampla extensão de floresta de terra firme. Observações em torres altas com área de abrangência de até 106 km2 permite observar grandes regiões subcontinentais e assim fornecer elementos chaves para a compreensão das mudanças climáticas com os ecossistemas. O observatório permitirá observar e interpretar as relações entre o clima, a físico-química da atmosfera e o ecossistema, bem como os impactos antrópicos regionais em curso e futuros no contexto de um quadro previsto de mudanças rápidas. O Projeto ATTO é uma parceria do Instituto Max Planck de Química, Mainz, Alemanha, coordenado na parte alemã pelo Prof. Dr. J. Kesselmeier, e liderado pelo Dr. Antonio Ocimar Manzi (INPA) na parte brasileira, contando com a participação de várias instituições nacionais, inclusive o PPGCA.

 

Eventos extremos compostos na Amazônia: observações e simulações meteorológicas (WRF) e climáticas (RegCM5) no presente e futuro

Projeto aprovado no Edital CNPq/MCTI No 10/2023 - Faixa B - Grupos Consolidados. O projeto aborda o conceito dos eventos extremos compostos (EEC), caracterizados como fenômenos meteorológicos e/ou climáticos que se processam de forma conjunta ou sequencial, cujos impactos são inevitavelmente mais graves e complexos, quando comparados aos extremos isolados. A área de estudo é a Amazônia que se encontra-se mais quente, mais sazonal (regime seco prolongado) e com ocorrência pronunciada dos extremos climáticos que impactam as dimensões físicas, ecológicas e humanas, com consequente implicações nas questões de sustentabilidade regional. O contexto regional das pressões antrópicas ligadas ao desmatamento e degradação florestal, aliado ao contexto dos impactos globais das mudanças climáticas, podem sinergicamente exacerbar a frequência e intensidade dos eventos extremos. Assim sendo, torna-se fundamental a compreensão dos EEC e dos fatores que contribuem para essas combinações de eventos extremos, como forma de gerar conhecimento avançado que possa subsidiar o gerenciamento de riscos e contribuir nas questões estratégicas de mitigação e adaptação frente as ameaças das mudanças climáticas futuras. O objetivo geral é investigar os padrões espaço/temporal dos diferentes EEC na região da Amazônia Legal Brasileira. A estratégia é conduzir estudos diagnósticos sobre os EEC em múltiplas bases de dados observacionais (in situ e por satélites) das últimas décadas, bem como aplicar os modelos numéricos para simular a estrutura dinâmica associada aos diferentes tipos de ECC na escala meteorológica (WRF) e climática (RegCM5/RegCM5). Os resultados sobre os EEC com as tendências atuais e projeções futuras possuem relevâncias em diversas dimensões socioambientais e do setor produtivo ao longo do território da Amazônia.

 

Programa de Extensão do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais

Tem como objetivos específicos são: (1) Fortalecer a formação extensionista dos estudantes de pós-graduação; (2) Contribuir com a qualidade ambiental e qualidade de vida das populações tradicionais costeiras, aproximando os temas das pesquisas às demandas sociais e à emergência climática. Os resultados esperados deste projeto de extensão pretendem: 1-Os seminários servirão para informar resultados de pesquisas no âmbito do PPGCA junto com as comunidades; 2-Fortalecer integração entre a academia, gestores públicos e associações locais na discussão do acesso à água potável na região das ilhas de Belém, contribuindo para promoção de política publica que garanta o direito à qualidade da água e saneamento básico das comunidades locais. 3-Reduzir os impactos negativos sobre os ecossistemas costeiros, compartilhando os resultados de indicadores de sustentabilidade socioambiental que sustentem politicas publicas para o monitoramento e fiscalização dos estressores dos ambientes costeiros, garantindo a biodiversidade; o funcionamento dos serviços ecossistêmicos e a valorização do modo de vida das comunidades tradicionais. 4-Contribuir com a capacitação de gestores e da sociedade civil organizada, sobre o tema das alterações do ambiente urbano e rural no contexto das mudanças climáticas, apoiando politicas publicas que garantam a justiça climática entre classes, raças e gêneros. 5-Contribuir para a formação de agentes florestais comunitários na temática de restauração de florestas incendiadas.